Wednesday, December 28, 2011

Body and Mind

 

” I could aim
but i could not fire
got a bullet to spare
to kill my desire ”

       By Sade

A Mente em outro corpo e o turbilhão de emoções e ideias nas palavras audíveis por mim.

 O teu corpo no meu corpo, com toda a intensidade do silêncio da minha mente, que perdida em sentimentos estranhos, entrega-se sem por em causa a reciprocidade dos mesmos, entrega-se ao momento, apenas porque as energias convergem para o mesmo ponto.

 A Mente em ti, e a minha clareza na tua escuridão, a tentar iluminar entre duas velas, as tuas palavras, os teus pensamentos, o teu caminho, sem qualquer pretensão, que seja o mesmo que o meu.

 O meu corpo no teu corpo, á procura do teu olhar, da tua boca, da tua energia, perdendo o controlo na emoção, desconhecendo a ilusão, abandonando completamente a razão, só sentindo a essência do sabor da tua pele, delirando nas tuas mãos, flutuando com o teu desejo.

 Outro corpo na mente, que balança com a necessidade e o tempo, obrigando á confusão do espírito que afasta o teu reflexo de mim.

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Wednesday, November 30, 2011

nÃo sEr

 

” …If you ever ever feel
Like you’re nothing
You’re fucking perfect ..”

                                                           by Pink

  Pela primeira vez, consigo iludir a minha mente, iludir o sentimento, apenas porque os sonhos desejados, morreram antes de crescerem na noite do meu sono e na razão do meu dia. Enganei o meu consciente, procurando objectivos que ridicularizam quem sempre fui, quem sou. Fugi da razão, para que a ilusão conseguisse transbordar no olhar, no sorriso, no toque, sem que fosse descoberto o homicídio a mais uma parte do meu cérebro.

  De muitas formas, é conseguida a mentira, atingida a falsidade, transfigurada a verdade, no que se pretende, para no dia seguinte, continuar a fazer o mesmo dos outros dias, em que não se ganhar por si apenas. Para continuar, até ao fim.

 No inicio, é tão fácil acreditar que as estrelas podem brilhar só porque existimos, acreditar no amor, acreditar que nada é impossível, se realmente se quiser de verdade. Até ao dia, em que o coração cai no chão e não se consegue separar essa dor do resto da vida que temos. Separar a desilusão, das outras partes da vida, da amorosa, da profissional. Ela completamente canalizada para a frustração de ser, quem somos.

  Assim, mais útil e benéfico ser o que não somos. Conscientemente, ser o que não sou ou serei algum dia, por mais que as estrelas brilhem por eu existir, que o amor seja verdadeiro e tudo possível. Apenas não ser EU até ao Fim.

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Wednesday, November 16, 2011

Inside Light

” All the things you said to me today changed my perspective inevery way
These things cause t mean so much to me…”

                                                  The Cranberries

Sempre com a lanterna na mão, como se procurasse qualquer coisa, ou fugisse da escuridão, entre móveis, paredes, portas e as janelas escuras como se fosse sempre noite, como se nunca existisse o sol, a lua ou estrelas no céu, como se não existisse mundo fora de onde estava.

Penso que estava com os olhos colados ou vendados, ou encerrada na minha nostalgia, cuja complexidade, vai muito além das memórias. Ou talvez, a diferença da vida não fosse exactamente o que transmitia no meu sorriso. Não estava perdida e sabia quem era, simplesmente procurava o caminho do meio.

E quando decidi sair, da minha mente, do vazio, atrevidamente, corri para ti. Para o teu espaço de energia, para o silêncio do teu espírito, para o calor do teu corpo, para a personalidade da tua mente.

 Nas palavras, limpaste a minha visão turva, com o sorriso encantaste o meu carpe diem e com as tuas mãos, despiste o meu corpo, nu e sem vergonha, que em delírios nocturnos, encontrou a chave da porta onde a necessidade não reside e o êxtase é respirar.

Posted by Miranda in 18:03:55 | Permalink | Comments Off

Tuesday, August 30, 2011

Half Open Door

 

” What’s up with my heart when it skips a beat
Can’t feel no pavement right under my feet
Up in my lonely room
When I’m dreaming of you”

  by ADELE

O reconhecimento foi nulo, a estranheza avassaladora, sem olhar para o tempo que passou.

  Não compreendo o fascínio da minha mente, quando nunca vi o teu pensamento. Não compreendo o desejo pela tua boca, cujo sabor desconheço verdadeiramente. Não compreendo o vazio, porque simplesmente estás ausente.

 A minha frieza submersa, não permite a emoção e a razão baralhada, sufoca qualquer palavra, qualquer sentimento, qualquer acção, que permita a demonstração de afecto. Não possuo a capacidade de cheirar a tua pele, de ler a tua mente, entender o teu olhar.

 Talvez não existe qualquer compatibilidade, uma vez que ambos deixamos de ver as estrelas, que não falamos a mesma linguagem, que o sonho é a realidade. Talvez a lua brilhe em hemisférios opostos, para cada um de nós, o sol só exista para ti e as nuvens fiquem na minha cabeça. Não sei, mas quero conhecer o teu mundo, quero partilhar o meu e descobrir contigo outra forma de ser.

  Percorremos a mesma estrada, em sentidos opostos. Fugimos das tempestades, de formas diferentes e sorrimos por paixões estranhas, mas sem querer, esbarramos na mesma esquina, cruzamos a mesma rua e talvez desejamos o mesmo infinito.

  Deixo a minha porta semiaberta, se quiseres entrar.

Posted by Miranda in 17:48:06 | Permalink | Comments Off

Monday, May 2, 2011

iCe

” You’re gonna catch a cold From the ice inside your soul”

                                                        By Christina Perri

Outro caminho e desta vez, sem qualquer cor. Poderia ser cor de sangue ou brilhante como as estrelas, idêntico á dor sentida ou a ansiedade da paixão, mas nada de sentimentos ou sensações. Apenas vazio.

Agora, caminho sozinha, pelas mesmas estradas, sem qualquer vontade de correr em direcção a algo ou alguém, porque na verdade, nunca existiu nada para mim.

Enquanto esperava, as questões nasceram e morreram e sem qualquer dúvida, encontrei o ‘’amor’’ que um dia levaste contigo, antes de conheceres o seu significado. Ou apenas o teu significado que jamais conheceu o meu ‘’amor’’.

A frieza aquece a minha força e enternece o meu toque, sem sorrisos ou lágrimas, mostra a palidez da minha alma e o brilho do meu espírito, que lambe as minhas cicatrizes e jamais morre.  

Sem razão para mudar, porque a mudança é hipócrita. Sem hipocrisia, para apenas ser eu, sem o teu fantasma, com a minha verdade, derrotando todos os demónios ou anjos, que me queiram possuir.

Apenas eu.

Posted by Miranda in 22:38:13 | Permalink | Comments Off

Tuesday, April 26, 2011

Not too late….

 

” Cause my heart is full of no blood, my cup is full of no love. Couldn’t take a sip, even if i wanted.”

                                                       by Norah Jones

 

 Debaixo das estrelas, apenas a cabana e o rio.A luz da fogueira não era suficiente para encontrar o teu olhar e apesar da curta distância entre nós, estávamos a anos – luz um do outro.

Descobrimos a mesma lua, no entanto a minha mente voava para um passado desaparecido, talvez porque nunca existiu, entre a terra e o céu. Enquanto isso, a tua genuinidade nas palavras do momento, deixavam tanto para trás para ser entendido, mais por ti do que por outra pessoa qualquer.

Completamente vazia de sangue ou ‘’amor ’’. Incapaz de sangrar ou entregar a minha essência. E assim, ficamos pelos corpos e o vinho.

Naquela noite, o ponto comum foi a fuga para a cabana, no fim do mundo. A fuga do pensamento, do sentimento, da realidade, que nos pode prender, seja como for, seja ao que for.

Fica então a liberdade, como o melhor argumento e a intensidade a planar sobre as nossas vidas, que se definem no silêncio das serras.

È tarde….

Posted by Miranda in 22:20:00 | Permalink | Comments Off

Monday, April 11, 2011

No story to be told

” The scars of your love, they leave me breathless,
I can’t help feeling,”

                                 Adele

 

Querer o todo, quando se desconhece a posse, porque sempre me entreguei, de corpo e alma, mas nunca te tive.

Nunca foi o todo, nem nos momentos em que o meu coração se incendiava com o teu olhar e o meu corpo levitava com o teu toque, nunca conseguias fugir de ti, nunca conseguiste sentir o que te dava.

Talvez fosse a ânsia do meu espírito, de sentir a tua intensidade, a tua força, que parecia equilibrar  todas as minhas cordas , que dava o sentido ás minhas loucuras e acordava as minhas energias. Eras tanto e não vias, tinhas o mundo e escondias-te, eu era o resto de ti, mas  deixaste-me voar.

Foste o meu sonho,  a minha realidade, mas  tu sonhavas em outro planeta, vias outras estrelas e ignoraste as minhas asas.

Hoje, lembrei-me do que senti e pensei, que podíamos ter tido tudo, se fossemos fortes e felizes.

Tudo termina, tudo acaba…..mas eu entreguei-me de corpo e alma.

Carpe Diem

 

Posted by Miranda in 22:09:38 | Permalink | Comments Off

Friday, July 30, 2010

The Wind

 

” Just a fool to believe i’ve anything he needs, he’s like the wind”

                                         Patrick Swayze in Dirty dancing

 

Breathed your smile and your inspiration in my eyes, without any intention blurred by the sound or the lights in it.

For an unknown reason, crossed my energy and with the essences in parallel, followed naked and unashamed, the stories of everyone, for your love, for my disaffection, on the streets of houses with soul.

Maybe we’re not strangers. Maybe one day, in another dimension, we were only one mind and body.

Do not know if it’s the difference, or if the time i am living, who brought charm, immersed in the depth of your eyes, to my skin, to my dream, which sails with your  wind, when you are a sailor.

The wisdom of your words to clarify my questions. The generosity of sharing to make me believe in me.

 You’ll never leave my mind, you’ll remain forever in me.

 

Posted by Miranda in 17:25:03 | Permalink | Comments Off

Tuesday, July 20, 2010

E se….

 

” What if there was no time, and no reason or rime? ”

                                         Coldplay

   Estou a correr sem parar, sem qualquer destino. Fecho os olhos e não quero ouvir, pois também nada mais interessa.

   O mundo  de côr negra e sem significado porque seres desconhecidos para mim, passaram a habitá-lo. A estranheza do estranho, na minha mente, na minha pele, sem comparação possível ao que uma vez foi.

 A confiança perdeu-se algures no meu olhar e a desilusão caiu na terra que ainda piso e onde todos passam. Não quero a procura, não quero ser interrogada pela razão das palavras terem simplesmente voado de mim.

 Nada certo, nada errado, sem explicações que justifiquem o abandono da minha alma, porque simplesmente não existem. Como a morte, que arranca a essência do corpo que já não respira, agora no vazio dos meus pensamentos.

  São sempre escolhas de momentos, que refletem toda a fraqueza, que a máscara esconde. E por detrás, as lágrimas de sangue, escorrem, por dentro da minha pele.

 

Posted by Miranda in 12:53:46 | Permalink | Comments Off

Monday, July 19, 2010

cHaPtEr 3

 

” Forgive me please for I know not what I do
How can I keep inside the hurt I know is true? ”

                                 Skid Row

      Acreditar ou não, nas palavras, nos olhares das pessoas? As intenções variam, mudam, por tantos motivos e razões desconhecidas por mim. A incapacidade de ler as mentes ou até por vezes de as comprrender. Será a idade ou a vida, que nos mostra que o mundo é azul ou negro?

         As interrogações na base do meu monólogo e quase todas sem resposta. Neste momento surgem outras novas e a intensidade do sangue no meu cérebro aumenta consideravelmente. No mundo exterior, os problemas são outros, que não ignoro, contudo dentro do meu pequeno globo, o amor e o desamor, o respeito, a aceitação, a tolerância, a dedicação, a virtude, o defeito, o egoísmo, o altruísmo, a capacidade de dar e de receber, criam barreiras á minha inspiração e simplesmente permito-me a novas histórias.

       Ser nua e sem vergonha, ou agora a aberração de uma máscara? Deglutir, sem saborear o fel da língua, que uma vez era de morango. Inspirar, o perfume que é agora odor de amoníaco, que queima ao expirar, para sobreviver. E ensurdecer os ouvidos para evitar o som do vazio das palavras dos outros. Qualquer acção, para não chorar compulsivamente e continuar.

       Não posso dizer que são desilusões, mas sim ilusões. Vi, senti, ouvi, tudo que imaginei ser bom, de tantas bocas, abraços, essências e depois a ilusão transformou-se para mim, na realidade, que sempre foi. E assim, entro no terceiro capitulo, da minha própria interpretação, sem qualquer escolha possível.

 Carpe Diem   

 

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