As AsAs
“ Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar”
Nietzsche
Sem qualquer motivo as minhas asas abrem e querem levar-me novamente. Não sei para onde.
As minhas asas, como a minha consciência, a minha mente. Pois, no interior da minha essência, sei quando é a altura de ir embora. Quando a minha presença, teve o efeito pretendido pelos Deuses. Ou o resultado previamente estabelecido pelo Destino.
Depois de tantas viagens, de tantas vidas, pensei que agora poderia viver a que me resta. Mas surge sempre uma nova missão, uma etapa a cumprir e lá vou eu no sabor do vento. As asas, afinal não significam liberdade. Estou mais presa e agarrada ás asas e ás minhas palavras que á minha própria vida. E não foi opção.
Agora, deitada no meu sofá, apenas respiro. Sem qualquer outro pensamento, estou no vazio da solidão. Preferia permanecer, a ter novamente de congelar o sangue das minhas veias e fingir que o meu coração morreu. A verdade é que não sou um anjo. Apenas consigo fazer alguém libertar o que tem de melhor em sí e ainda não sabe. Como uma magia, faço brilhar uma mente escondida, provoco a procura da felicidade na trsiteza e entrego um doce no fel da vida.
Contudo, não sou visívsel. Transparente e suave ou Opaca e ríspida. Ar ou Rocha.
Voar sem liberdade. O Poder da felicidade a outros. E eu?