PALAVRA!?
”Quando não podemos mais sonhar, morremos.”
Emma Goldman
Matar o meu ego e torturar o amor próprio. Esquecer qualquer traço de personalidade e alienar-me aos acontecimentos. E como uma cobarde, fugir sem olhar para trás.
Olhar para a frente, á espera sempre de encontrar o olhar devastador de um Deus a culpar-me pelas coisas ruins que passaram pela minha mente. Afinal, corri no sentido errado toda a minha vida e acreditei que os outros é que estavam na escuridão.
Todas as falhas, esclarecidas, assumindo o fardo pesado da vida, sustentada um dia pela leveza da minha morte.
A morte a acontecer durante o sono, onde os sonhos nunca existiram e a razão perdida pela necessidade de um toque. Depois, acordada, o ar é tão atroz como os pensamentos que viajam dentro de mim.
Escondo, assim a vida por detrás apenas de um corpo de sentidos e soluções aquosas que embebedam o meu espírito. A aguardar os fantasmas subirem o pano e eu terminar o desempenho da minha loucura.
De facto, não resta mais nada para ver, sentir ou acreditar. Somente a minha palavra.