Tuesday, May 29, 2007

TALVEZ

 

       Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura .”

                                                                                                  Nietzsche           

 

    Entre montanhas e mar, abro as minhas asas e mais uma vez fecho a porta da muralha.

    Nos  teus braços esqueço o que existe no resto do mundo. Encerro cada momento na minha mente, sem perder a razão e sem banalizar o sentimento. No entanto, conheço o seu fim, que tal como eu é efémero.

   A subtileza do teu olhar entre as palavras atrozes que fogem da tua boca, sem a sensibilidade da precepção, atingindo como setas o meu coração gelado.

   Qualquer sensação, absorvida na totalidade pois é apenas imediata e não se repitará. Qualquer desejo, satisfeito no segundo a seguir, senão jamais saciado.

    A contagem decrescente a partir de agora, apesar de sempre conhecida.

     Resolvido num suspiro e ressentida no meu corpo que adormecerá serenamente e sem qualquer sentido de posse.

    Talvez não te conheça, talvez apenas te sinta. Nãio sei.

    Sei que sairás da minha vida, que por um momento o meu coração parará, no entanto permanecerás na minha mente.

    

Posted by Miranda at 20:44:41 | Permalink | Comments (1) »