FIM
” A paixão é uma febre de espírito que nos enfraquece sempre”
PENN
Sem palavras, a confusão total dentro da racionalidade de um pôr do sol. Sem olhares, o caos de uma lua cheia, reflectida no mar. Sem toques, as energias a colidirem dentro de mim.
Novamente invisível, desta vez derrubada, a muralha procura na força das estrelas, um novo significado, uma vez retirados, os teus braços do meu corpo. Talvez nunca tivessem lá estado, mas a minha imaginação fugiu da minha mente racional e escondeu-se de mim por algum tempo.
Depois de conhecer o meu outro lado, não sei se quero regressar á minha frieza. No entanto, também já não gosto de sentir o sengue que se escorre pelas narinas e se desfaz na língua. O sabor, é a atrocidade de um destino, traçado pelos Deuses que continuam a testar a minha resistência.
Assim, nua e sem vergonha, abro as minhas asas e com a minha solidão como companheira, engulo o ar e retomo a razão como guia. Quando voltar a assentar os meus pés em terra firme, o meu coração estará congelado e a minha mente estará vazia.
Contudo, já terei guardado na caixa da côr dos teus olhos, todos os momentos que vivi contigo.