Friday, July 20, 2007

FIM

 

     ” A paixão é uma febre de espírito que nos enfraquece sempre”

                                                                                                        PENN

 

            Sem palavras, a confusão total dentro da racionalidade de um pôr do sol. Sem olhares, o caos de uma lua cheia, reflectida no mar. Sem toques, as energias a colidirem dentro de mim.

           Novamente invisível, desta vez derrubada, a muralha procura na força das estrelas, um novo significado, uma vez retirados, os teus braços do meu corpo. Talvez nunca tivessem lá estado, mas a minha imaginação fugiu da minha mente racional e escondeu-se de mim por algum tempo.

          Depois de conhecer o meu outro lado, não sei se quero regressar á minha frieza. No entanto, também já não gosto de sentir o sengue que se escorre pelas narinas e se desfaz na língua. O sabor, é a atrocidade  de um destino, traçado pelos Deuses que continuam a testar a minha resistência.

          Assim, nua e sem vergonha, abro as minhas asas e com a minha solidão como companheira, engulo o ar  e retomo a razão como guia. Quando voltar a assentar os meus pés em terra firme, o meu coração estará congelado e a minha mente estará vazia.

        Contudo, já  terei guardado na caixa da côr dos teus olhos, todos os momentos que vivi contigo.

       

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Saturday, July 7, 2007

O Sol

 

     É sem qualquer terror que eu vejo a desunião das moléculas da minha existência ”

                                                                                                    Sade

    Entre planetas, caí no sol com o desejo de queimar todos os sentimentos, sentidos ou razão. Carbonizar os meus ossos e estalar a minha pele, pois o meu coração sangrou até esmorecer.

   O meu olhar a fugir para a estrela cadente mais próxima, ainda  à procura de algo que puxasse a minha vida, para onde sempre deveria ter estado, ao teu lado.

   A depender sempre de uma força, que não a da gravidade, para assemtar os pés, que terá me abandonado,  se que alguma vez esteve presente.

   Ilusão perdida, no vazio onde agora permaneço. Sonho inconsciente, derrubado na minha cama.

   A realidade nas minhas mãos .

   A realidade na minha dor.

   Apenas me resta nascer outra vez, pois já morri em ti.

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