Friday, December 28, 2007

It’s all Over…..

     ” It’s all over but the crying. Fade to black, I’m sick of trying”

                                                    Garbage

             Adormeci os meus sentidos para não sentir a perda do teu toque. Adormentei a minha alma para não a transfigurar.
            Os meus demónios vivem á noite dentro do meu inconsciente e voam para fora de mim quando fecho os olhos, porque consigo viajar também na dimensão passada, paralela a esta em que estou.

              As questões morreram pois as respostas nunca existiram. Não sei se fraqueza ou ilusão porque pareço feita de rocha?
              
              Sou ”nua e sem vergonha” e a minha luta terminou. Nós terminámos.

              Não sou capaz de esquecer sem dar um significado á tua intensidade. Não vou olhar para trás pois ficaste aí. Não quero deixar-te porque não sei para onde vou. 

              Agora, no escuro, recolho a energia na minha mente e talvez um dia, acredites em mim.
              
              Ou em ti.

             

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Thursday, December 20, 2007

Do You Remember?!

   ” I was around you
You couldn’t really tell
I held you close while
While you drove, you just drove into hell ”

                                                       David Fonseca

     Por vezes, caio no passado. Ouço a tua voz e vejo o teu sorriso nas palavras de uma música.

     Passaram tantos anos depois de voar no teu mundo, depois de acreditar que te tinha encontrado, que me tinha encontrado.

      Pensei que tinha descoberto a partilha porque choravas as minhas lágrimas e sentias as minhas fraquezas.
      Entravas nas minhas loucuras e conduzias ás escuras nas estradas das estrelas enquanto eu cegava com o teu amor.

      Lembras-te de mim?

      Eu, fui quem quase morreu, por ti. Eu, que me enterrei quase até ao inferno, por ti. Eu, quem acreditou sempre em ti.

   
       O coração quebrado mas sem querer saber, pois aconteceu vezes demais depois de ti.

       Fogo debaixo do gelo, mas como pode alguém saber, senão tu.

        Eu e tu.

        Lembras-te?

    

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Wednesday, December 12, 2007

NeGrO

       ”  Sobre as asas do tempo, a tristeza vai-se embora ”
                                    
                                                                                        Renard

             O negro, é a côr da minha alma, porque tu morreste em mim.

              Sem dor ou mágoa, simplesmente respiro e aguardo que uma outra luz surja em mim pois tu foste calor artificial que aqueceu a minha solidão, lamparina acesa numa noite escura e fósforo que iluminava um pouco do meu caminho.

               Sem ilusões ou sonhos, na memória apenas a transfiguração da hipocrisia do teu sorriso ou as lágrimas fictícias de uma despedida inexistente.

               Sem desejos ou paixões, os teus lábios na minha boca, as tuas mãos no meu corpo, na satisfação da pura necessidade fisica de quem és.

                Sem odor ou sabor, a tua pele quente a queimar o meu coração e a tua língua afiada a rasgá-lo em dez partes, enquanto a sensação orgásmica embriagava a minha mente.

                 O negro, é a côr que visto, porque tu és o luto em mim.

Posted by Miranda at 20:45:02 | Permalink | Comments (1) »